Em 12 de março de 1967 foi lançado Velvet Underground & Nico, um dos mais influentes álbuns da
música popular e referência inegável pra toda a cena que se desenvolveria na
década seguinte, ostentando a famosa capa da banana e apresentando ao mundo um
dos maiores poetas do rock: Lou Reed.
Inicialmente um fracasso de vendas e ignorado pela crítica e
as rádios, o álbum levaria alguns anos para ser reconhecido, devido ao choque
anti-pop que trazia como novidade. Letras sobre drogas, masoquismo,
prostituição, violência, uma modelo alternativa alemã nos vocais [Nico] e uma
aura rebelde contrastando com o hippiesmo então em ascensão, Velvet Underground & Nico fora
gravado durante o ano anterior, enquanto excursionavam como uma das atrações da
exposição itinerante Exploding Plastic Inevitable,
de Andy Warhol, um dos marcos da arte underground nos EUA.
Produzido e financiado por Andy Warhol, o disco chama
atenção de cara pelas guitarras malucas e letras provocativas de Lou Reed, pelos
arranjos experimentais e instrumentos pouco usuais de John Cale, além da
performance de Nico em 3 de suas canções mais populares: Femme Fatale, I’ll Be Your
Mirror e All Tomorrow’s Parties.
O fracasso comercial levaria Lou Reed a romper com Andy
Warhol e mudar a direção da banda no álbum seguinte White Light/White Heat, no ano seguinte.
Sou apaixonado por ele não sei desde quando, mas no decorrer
dos anos fui encontrando diversas possibilidades de interpretação para as
letras de Reed e me afeiçoando aos experimentos de Cale e sua viola histérica.
Heroin, sobre os
efeitos da droga, talvez seja o mais bem acabado exemplo do que o Velvet
Underground legou ao mundo nesse provocador debut, que completa hoje 50 anos.
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